A figura de Lady GaGa

Talvez eu me arrependa do fato de escrever algo sobre Lady GaGa no futuro.

Até o fim de 2008, ela era somente uma construção hipotética do pop.  Depois, “The Fame”saiu e logo “Poker Face” se tornou um hit colossal. Bem, não há nada de inovador em uma “cara de blefe”. O conceito por trás dela não alcança a música dela, o que quase me leva a pensar que Lady GaGa é uma mera construção de marketing ou (oh!) um gênio incompreendido, o que, convenhamos, é pouco provável.

Mas há de válido no espetáculo teatral de Srta. GaGa. “Bad Romance”, apesar da esquizofrenia com que lida com a questão do amor, é uma das melhores canções pop dos últimos anos. Ela evoluiu de uma promessa pop para uma diva plausível. Só não sei se vou conseguir aguentar outro vestido de carne “pelas causas sociais”. Aliás, seria muito fácil e cômodo aceitar a excentricidade de GaGa como uma quebra de barreiras e tabus para dar mérito a ela. Bem, “Rocky Horror Picture Show” fez isso. E daí? Ela precisa ser um gênio pop para não cair na tentação de viver só de tabus. Geralmente (parafraseando Sue Sylvester) o resultado da arte que só quer quebrar tabus é arte ruim.

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