Lana Del Rey, o retrô por si só?

Nós, os obcecados pela música pop, já podemos adicionar à nossa lista de final de ano (ou até quando o hype perdurar) uma nova cantora retrô obcecada por coquetes.

Lana Del Rey, o nome artístico (bastante estiloso, não?) de Lizzy Grant, é o tipo de cantora e compositora que Simon Reynolds ficaria orgulhoso em citar em seu Retromania (prova circunstancial, lembrando).

Lana Del Rey – Video Games

Mas, na verdade, nada disso importa quando se leva em consideração que as canções (até o momento, “Video Games” e “Blue Jeans”, o B-side da primeira) são excepcionais. Del Rey é, claramente, o arquétipo da função dos blogs de músicas. O hype lhe caiu bem, digamos.

Todos querem uma nova Amy Winehouse (até nas palavras ela é provocativa, veja abaixo), mas Lana Del Rey teria mais potencial e menos poder autodestrutivo. Até porque (e respondendo a pergunta do título do post), ela não é o retrô por si só. O retrô é caminho que ela encontra para uma expressão maior de inteligência emocional e (por que não?) sagacidade.

 

Pessoas me ofereceram oportunidades em troca de eu dormir com elas. Mas não é 1952 mais. Dormir com o chefe não te leva a lugar algum mais esses dias. Ninguém quis que eu mudasse meu estilo ou visual porque ninguém estava interessado na música.

Em entrevista à Pitchfork

Portanto, quando ela diz uma frase como “Eu te amarei até o fim dos tempos” em Blue Jeans, também considere algo como “Abra uma cerveja/E traga até aqui/E jogue videogame”, de Video Games. Vale a pena, eu garanto.

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