O professor Lynch

Tentar entender a relação aluno/professor é como administrar um eterno conflito interpessoal. É assim mesmo. Há para cada professor um aluno-espelho, não?

Há professores que administram seus alunos (o verbo “administrar”, nesse caso, não é acidental) como a Pitchfork dá suas notas pseudocientíficas aos álbuns (um dez a cada década e o professor tenta ao máximo expor sua “Best New Music”) e os que pararam no tempo – palestra é a nova aula e filme é o novo seminário – ou porque quiseram ou porque assistiram muito a “Star Trek”.

Para aqueles que pararam no tempo, se torna muito mais difícil entender a verdadeira dicotomia que é ser um adolescente. Nós, adolescentes, somos sábios até darmos conta que somos ignorantes, e tentamos entender o mundo com o nosso caleidoscópio de emoções. Eu, por exemplo, tento entender a Pitchfork através dessas linhas mal traçadas e parágrafos desajeitados no que eu chamo de “crônica” (a metalinguagem vale a pena, não?).

 

Há, todavia, muito humor nessa relação aluno/professor. Lidar com a arrogãncia diária de dezenas de pessoas seria insuportável sem uma boa dose de autodepreciação. E é por isso que essa relação continua tão fascinante e confusa quanto um filme de David Lynch: não nos entenda, porque nós não nos entendemos.

Sim, essa foi a minha crônica para a prova de redação. O tema que eu escolhi (havia vários) foi a relação aluno/professor. De repente, tudo o que eu conseguia pensar era em satirizar a Pitchfork (aqueles 9.3 e 9.0 doeram muito) e falar algo esperto sobre David Lynch.

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