Lady GaGa | “Born This Way”

Não tenho muito o que fazer, então vou resenhar o medíocre Born This Way, da Lady GaGa. Resenha extremamente atrasada, eu sei:

Madonna já teve essa fase, Cher já teve essa fase, Whitney Houston (!) já teve essa fase. E agora é a vez de Lady GaGa proclamar-se a rainha dos excluídos e alternativos (?!!), os monsters, como ela própria diz.

Ela fez carreira num momento muito propício para a música pop:no fim de 2008, com aquele hit chiclete que nem Christina Aguilera suportava (“Just Dance”) e “Poker Face”. Mas o mundo gira e as coisas mudam, e artistas melhoram. GaGa se tornou verdadeiramente uma artista pop de respeito no fim de 2009, com a incrível “Bad Romance”, do bom The Fame Monster. A canção (e o disco, surpreendemente) funcionava porque trabalhava todas as ideias centrais de GaGa (o excesso do Queen, a personalidade de um David Bowie) em meros cinco minutos de explosão pop. Ela me conquistou.

Born This Way trabalha essas ideias ainda mais, o que me faria acreditar que ela estaria ainda melhor. Mas o que diferencia The Fame Monster de Born This Way é o terreno onde ela pisa, Ela sabia o que fazer, ela tinha ciência do que fazia, o que adicionava conhecimento à sua verdadeira enciclopédia da cultura pop. Quanto sofrimento...

Born This Way abre com “Marry The Night”, uma canção que revê a disco como alguém que aperta o shuffle do iPod sempre que possível. É a faixa de abertura perfeita, na verdade. “Born This Way”, a faixa-título, sofreu comparações com “Express Yourself”, de Madonna. Isso tem um que de verdade, mas o barulho causado foi mais uma expressão de ódio por parte dos haters do que um debate realmente justo.

“Judas”, outro destaque, é pastiche assim como “Americano” e “Scheiße”, que são praticamente derivados de Ibiza. Essa análise rápida demonstra que o problema de Born This Way não é estritamente sonoro. As ideias pop estão perfeitamente alinhadas com o que se esperaria de um disco pop vindo de alguém tão excêntrico como GaGa (o que o torna um tanto previsível e bastante maçante), mas Born This Way, na essência, não diz nada sobre o que ela quer ser enquanto artista e fenômento pop. O som está aqui, mas não soa como uma libertação pop. É um vácuo. E eu começo a perceber que ela não vai se tornar a artista que nós precisamos. Uma pena.

Nota: 5,0/10

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s