Ariana Grande

Problema

Sei que não estou exatamente adiantado num comentário bem superficial em relação a esta canção, mas é somente para não deixar uma das melhores de 2014 passar batida.

Aqui, obviamente, Ariana Grande é quem dá as cartas. O tom marcante da voz, que rendeu comparações com Mariah Carey (e, recentemente, fez com que alguns sugerissem à moça o que fazer com ela, ir full diva).

“Problem” é, como várias canções que tentam utilizar o R&B para alcançar o tal do pop perfeito que foi tão discutido na década passada, um alcance de gimmicky, um troféu. É perfeito para o chart de agora. Nessa perspectiva, “Problem” é  o filho bastardo de Macklemore que a Pitchfork conseguiu amar.

Este feito, a música, consegue ter o apelo de um marco, talvez porque ela conseguiu reunir, melhor dizendo, transcender a perfeição que o pop, aqui, quis tentar. Uma reunião de elementos que fizeram a diferença no final — Iggy Azalea que, no final, fez mais aqui que no todo de seu debut (talvez, se contarmos o hook de “Fancy”).

Quando a Pitchfork deu seu famigerado selo de BNT à canção, um amigo do Facebook postou o link do post num grupo de “discussões”  com a tag #ditaduraPopista no corpo do post do FB. Achei tudo aquilo muito interessante, até porque eu acredito que o propósito de “Problem” seja se infiltrar na dicotomia falsa entre pop e qualquer que seja o significado da palavra “indie” (Courtney Love que o diga) e a declarar com um pouco de confusão porque, às vezes, e somente às vezes, depois da confusão declarada e superada a verdade vem à tona.

 

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