Um diagnóstico breve porém nada simples:

Há, antes de tudo, na blogosfera (ou o que restou dela ultimamente) duas formas de falar de música: uma que ignora todo o espectro que uma canção ou um disco contém que modifica o mundo em que vive e convive, em que se instaura, tendo, assim, um resultado naturalístico, espirituoso, e outra que somente se respalda no tal resultado naturalístico que existe no mundo, criando uma confusão institucionalizada (ou, ainda, às vezes, alimentando-se de tal confusão) que vive de falar de contexto social e coletividade de uma dada obra. São as pessoas que escrevem resenhas quase que por uma obrigação mecanicista e nada mais. Não detém paixão e por isso separam as coisas quando as deveria unir.

A segunda forma de ver o mundo destrincha essa relação e é a que vê somente a imagem e se deixa ser enganada (e eu odeio citar os pós-modernos, mas vamos lá) pela iconofagia que se referencia a cada dia mais pelo nada e pelo vazio, um projeto em andamento cada vez mais viral. A crítica é isto: hipertextos (porque não deixam de ser textos, simples textos que não alçam voos maiores por preguiça) que referenciam a obras que referenciam a outras obras que…. E assim vai.

Não digo que estou imune a este pensamento, mas tento esquivar desse tipo de retórica e de conduta. É por este exame de consciência que se percebe o engano e o erro.

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