Ato

É um dia comum, como quase todo dia.

A luz do quarto está apagada, e a do monitor deixa a gente com as “papadas iluminadas”, como um texto que li esses dias faz questão de deixar claro e de dizer que isto é algo vergonhoso, que deveríamos evitar algo assim.

O cão está dormindo — e é só isto o que ele faz, o que ele sabe fazer. Nada mais. Nada menos.

Esperando que a hora certa chegue. A minha hora. Não a dele.

Alguém já escreveu um livro sobre esperar, não é mesmo? Um livro definitivo sobre o ato de esperar, melhor dizendo. Que não seja um livro de Kafka (que Deus me livre), e sim um do Heidegger. Aquele sujeito sabia esperar.

Algo que se aprende. Assim como se aprende a escrever à meia luz.

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