Feliz Natal

Há uma espécie de solidão que os feriados nos proporcionam que só os mais desencantados conseguem perceber — ou, para o desespero de um Guenon (e seus seguidores) — sentir a presença. É a solidão entre as pessoas que mais perambulam do que propriamente ficam em algum lugar específico.

As ruas ficaram vazias — talvez por causa do horário (nove horas da manhã), talvez por causa da data especial, talvez pelos dois — o comércio fechou e não havia uma alma por onde eu percorri meu trajeto cotidiano. O que eu percebi, então, ao ver as ruas desertas com pessoas festejando e comemorando algo dentro de suas casas com seus familiares foi que o Natal, mais que qualquer outra data comemorativa, nos apresenta um teste. Um teste da tradição e das almas boas.

O Natal não foi feito para pessoas perambularem obviamente. Este não é o propósito dele. Ele lembra comunhão afinal de contas. O maior teste é então preservar este último resquício de união — de perceber que a solidão só existe para aqueles que negam as festas — e a comunhão principalmente.

Schopenhauer entenderia.

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