O lobo uiva

screenshot_2018_05_27T10_27_52-0300

Semprei adorei o Kindle. Essa é a primeira parte de Hemlock Grove.

Anúncios

Uma importante atualização antes do Juízo Final

Meu pai bradou agora há pouco “Exército já!”.

Minha mãe foi para o quarto esbravejando e dizendo que não aguentava mais ouvir merda.

O resumo da noite e dos dias a vir.

Enquanto isso, a imagem abaixo pode ser ou não ser meramente ilustrativa.

33586988_198197314236910_5014709935414444032_n

Autofagia

Abri o 20JFG hoje e eu me deparei com um texto sobre como o pop vai devorar a si próprio. O assunto, definitivamente, não é novo, e remonta há pelo menos desde que alguém ousou dizer que a diferença entre indie e pop é, ao menos, insignificante  – para ser educado e polido aqui.

Digo isso porque, ao ler o texto do 20JFG – sobre como o pop pode amar a si próprio – lembrei que eu já escrevi e já pensei sobre o assunto antes de largar tudo e começar a escrever sobre coisas menos práticas e que importam mais para mim e menos para o mercado. Sobre o Bubble Pop, eu disse que o indie – ou que consideravam indie em 2012 de qualquer forma – estava tentando criar um cenário popular dentro de si próprio. Uma tentativa forçada de criar arquétipos como Solange e Sky Ferreira por exemplo.

O meu artigo – e o túnel do tempo – estará visível se você clicar aqui.

Tá tudo muito inabitável hoje, longe do ideal e do normal.

Principalmente a internet, esse mato.

O blog não merece lidar com quem julgar importante falar sobre caminhão e gasolina quando o dia todo foi resumido a isso.

É babaquice regurgitar o que foi dito, o que todo mundo diz e que o não para de ser conversado. É como se a existência do brasileiro médio mor fosse falar – de qualquer coisa, mas mesmo assim falar. Na insignificância de cada um. Não de algo que possa realmente ser relevante para cada um. No sentido de tagarelice insuportável mesmo.

Esse espaço aqui é sagrado.

Coitado dele.

Por isso, encerro a transmissão.

Até.

Dois pontos sobre privacidade

O primeiro, o testemunho escatológico de que o e-mail é maligno, algo que precisa ser concebido do zero novamente. Renascer. Às vezes, penso que a internet é rodeada de gente ingênua. E, ao mesmo tempo, de gente doida.

O segundo, e algo que vi ontem à tarde ao vivo e, quem diria, pelo Facebook. Zuckerberg foi triturado por um membro do Parlamento europeu enquanto ostentava aquela mesma cara de robô com falhas mecânicas. Uma falha ao sorrir, outra  falha ao demonstrar empatia. Ninguém é perfeito. Zuckerberg foi questionado quanto à implementação do novo regime de segurança de dados digitais da União Europeia (sobre o acerto dessa reformulação digital em específico, seria preciso escrever um post separado, admito). A questão menos polida que Guy Verhofstadt fez (via The Atlantic):

“You have to ask yourself how you will be remembered, as one of the three big internet giants, together with Steve Jobs and Bill Gates, who have enriched our world and our societies,” he asked. “Or, on the other hand, in fact, the genius that created a digital monster that is destroying our democracies and our societies. That’s the question that you have to put for yourself.”

O que aprendi é que tanto e-mail quanto Facebook são representantes de um mesmo ente. E que a União Europeia é um monstro e tanto um monopólio (legal e cultural) quanto ela acusa a própria rede social de ser.

Eu dei o nome de Lynchian para o meu Chromecast

Através do Open Culture, descobri um cartum de David Lynch que existiu entre os anos oitenta e noventa, o The Angriest Dog in The World. Bizarro, como tudo que ele faz. Mas, mesmo assim, profundamente humano. E com um tanto de humor negro.

Às vezes eu não me importo deste blog tornar-se, a cada dia mais, um catálogo das coisas de que gosto e que testemunho por aí.