A noção de soberania

Quando é preciso socorrer-se em Dugin, eis quando a coisa tá feia.

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My father watched computers conquer the world, and he did his part to aid in their conquest. He watched punch cards give way to magnetic tape, in fact helped to switch over; he wrote programs for researchers; he did data preparation for Alan Lomax, weighing and assigning variables to data so it could be more easily manipulated, a task that required a great deal of training, even, perhaps, craftsmanship. He learned FORTRAN and became an expert in finding errors in the programs researchers wrote for themselves. He stayed up late underground in Columbia University’s Computer Center, below Uris Hall, playing with computers. He thought it was a joke, or else a piece of true idiocy, when he heard about plans for “computer text manipulation.” Why would you use the enormous computational power of a computer to write?

To hear him tell it, computers in the sixties were something akin to classical music, like a secret club, but an open secret that anyone could learn about if he or she wanted—a haven for interesting, bizarre people, when “nerds were just nerds,” as he put it, “not stars.” The discipline attracted strange characters, many who wanted, like my father, to be free: free time was the watchword of the era. He read articles in self-serious magazines about how people would have so much free time in the future they wouldn’t know what to do with it, and that all this free time would become a grave social problem.

HAL, Mother and Father | The Paris Review

Dead Again: MP3s And The Dissolution Of Pop | FreakyTrigger

The other great thing about MP3s is the way in which they reinforce the best aspects of the music fan community and erode the worst. The MP3 is made for trading, and at no loss to the trader to boot. And the MP3′s status as a datafile eliminates the element of swagger and strut that the physical fetish status of a record or CD brings with it. There’s no peer pressure in the world of MP3s, nobody to know that you’re buying and listening to something uncool or out-of-date or ‘trashy’ instead of something hip or worthy: gradually the MP3 prises music from the fingers of its mummified, tasteful custodians. The trading aspect also counteracts the downside of MP3s, the way that at least for the moment, with the Rio portable player prohibitively expensive they’re the most hermetically private way of consuming music yet devised.

Tom Ewing em 1999.

via Dead Again: MP3s And The Dissolution Of Pop | FreakyTrigger.

Retromania

Uma breve introdução: em 2011, Simon Reynolds meio que sacudiu as conversas sobre música, pelo menos para quem gostava e era estúpido o suficiente para perder tempo lendo livros assim, porque ele simplesmente constatou algo sem muitas provas a favor dele: nós estávamos ficando obcecados em relação ao nosso passado ou, pelo menos, em relação à nossa ideia de passado — um passado bem construído, uniforme, despreocupado, bem digno dos livros de História que a gente lia na escola no Ensino Fundamental. Tudo isto na cabeça de Simon Reynolds.

As respostas foram as mais variadas. Há muitos problemas com Retromania, o livro de 2011, e a melhor resposta a tais problemas foi publicada no Tiny Mix Tapes mais cedo este ano. Intitulada “The Trouble With Comtemporary Music Criticism”, o texto vai na jugular da questão: os retromaníacos, que são as pessoas adeptas do que Simon Reynolds escreveu (junto com alguns autores pós-modernos da década de oitenta — sim, acredite, esta retórica vai regredindo ao infinito), agem de maneira que consegue enganar fácil. Eles criam um marco definitivo no tempo do século XX e marcam ainda mais outro, momentos que delimitam o fim de uma criatividade, e anunciam o melhor da arte como a arte esplêndida que inova a qualquer momento. Tiram uma fotografia do tempo e, como todos sabem, fotografias mentem, já o momento específico a que elas se referem não é o mesmo de um fluxo eterno de atitudes, de criações, de imaginação.

Esta é uma tentativa de definir o que eu odeio, mas, se fosse colocar em um post qualquer, como eu defenderia um posicionamento a favor de determinada questão. Vindo do Daily Prompt.

Se eu tivesse que dizer algo de bom a respeito de, digamos, a retromania como conceito, é um conceito que eu não consigo culpar muito bem pois, vejamos, ele é o que nós necessitamos no momento. É o conceito chinfrim que mais nos serve. É o que temos, como alguns mais velhos e sábios diriam.

Porém, isto seria somente pragmático, e sabemos que ninguém quer isto (certo?). A retromania como ideia aplicada ao nosso mundo é idiota. Como bem disse o texto citado da Tiny Mix Tapes, o livro de Reynolds construiu uma blogosfera (melhor dizendo: um mundo inteiro, uma cultura pop inteira) sensível ao que soa ligeiramente retrô. Se nós já éramos obcecados pelo antigo (algo do qual eu duvido muito), agora nós, ironicamente, reforçamos nossa obsessão ao sermos sensíveis a esse mundo, a esse escopo.

Quer, enfim, ouvir algo de bom da retromania? Acho que, no fim de tudo, nós merecemos essa desgraça.

Chinese Number Websites: The Secret Meaning of URLs | New Republic

This kind of number-language has become an infinitely malleable shorthand among Chinese web users: 1 means “want,” 2 means “love,” 4 means “dead” or “world” or “is,” 5 means “I,” 7 means “wife” or “eat,” 8 means “get rich” or “not,” and 9 means “long time” or “alcohol.” The numbers 5201314, for example, mean 我爱你一生一世,or “I will love you forever”; 0748 means “go die”; and 687 means “I’m sorry.” (See here for more examples.) Chinese has plenty of other number-based slang, such as erbaiwu, or “250,” which means “idiot,” or “38,” pronounced sanba, which means “bitch.” And of course there’s the association of certain numbers with good or bad luck, and the subsequent demand for addresses and phone numbers with lots of 8s (“get rich”) and minimal 4s (“die”). Back in 2003, a Chinese airline paid $280,000 for the phone number 88888888.

via Chinese Number Websites: The Secret Meaning of URLs | New Republic.