Lentes

For Beyoncé and JAY-Z, everything is experienced through the lens of money. This is how they see art, which becomes reduced to private property, a set piece, a status symbol. Everything that’s potentially meaningful about art becomes lost for them, whether it’s in JAY-Z’s tepid listing of artists in “Picasso Baby” (from Magna Carta Holy Grail) and his subsequent performance art takeover of New York City’s Pace Gallery, or the “APESHIT” video, which essentially amounts to being the most elaborate museum selfie in history. Indeed, like many today, they care more about who stands before an artwork than what the artwork itself is trying to tell us. The Carters’ fetishization of art and its museums is emblematic of their commitment to the status quo. Art is supposed to be thought about, contemplated, criticized — it’s supposed to point toward ways that we can live better lives. To simply put it on the shelf and take photos of it is to affirm all the history that’s gone into its creation and to recognize none of the social issues that it once aspired to give voice to and change. To be sure, this is also a condemnation of museum culture in general, which the “APESHIT” video glorifies, uncritically, to no end.

A resenha para Love Is Everything ainda está engavetada na seção de rascunhos, mas digamos que esta aqui do TMT é o que eu queria dizer sobre o disco (e como de fato disse quando postei aquele pequeno comentário).

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Arcos

Já devo ter dito, em algum outro lugar, que o Arcos foi um dos maiores sites jurídicos do Brasil. Muito embora tenha acabado em 2013, o acervo dele – seja sobre filosofia ou assuntos jurídicos do cotidiano, é um dos mais bacanas que existem na internet brasileira.

Por isso mesmo, gosto de explorar como um grande mapa que é. Até mesmo utilizei uma boa parte do material de Filosofia, como referência, no meu TCC ano passado. Nessas vigílias, encontrei um curso de Filosofia de Direito ministrado pelo professor que cuidava do site. Clique no link e você encontrará o conteúdo aqui. Uma das leituras mais leves e significativas sobre o tema.

Orgulho

I was cold as I knelt there, I had broken out in a sweat. The man too was breathing heavily, he had exerted himself also, the rest was as much for him as for me. He knew what he was doing, I thought with sudden admiration; he knew how far to push and when to ease off, and I was excited at the thought of being taken further by him, of entering territories I had only glimpsed or had intimations of. Then, still keeping one hand on my head, he reached down and very quickly removed first one and then the other clamp from my chest, at which there was a quick flare of pain, making me cry out again, and then a flood of extraordinary pleasure, not sexual pleasure exactly but something like euphoria, a lifting and lightness and unsteadiness, as with certain drugs. He returned his hand to my head and gripped me firmly again, still not moving, having grown very still; even his cock had softened just slightly, it was more giving in my mouth. And then he repeated the word I didn’t know but that I thought meant steady and suddenly my mouth was filled with warmth, bright and bitter, his urine, which I took as I had taken everything else, it was a kind of pride in me to take it. Kuchko, he said as I drank, speaking softly and soothingly, addressing me again, mnogo si dobra, you’re very good, and he said this a second time and a third before he was done.

O mês do orgulho no The Paris Review.

Autofagia

Abri o 20JFG hoje e eu me deparei com um texto sobre como o pop vai devorar a si próprio. O assunto, definitivamente, não é novo, e remonta há pelo menos desde que alguém ousou dizer que a diferença entre indie e pop é, ao menos, insignificante  – para ser educado e polido aqui.

Digo isso porque, ao ler o texto do 20JFG – sobre como o pop pode amar a si próprio – lembrei que eu já escrevi e já pensei sobre o assunto antes de largar tudo e começar a escrever sobre coisas menos práticas e que importam mais para mim e menos para o mercado. Sobre o Bubble Pop, eu disse que o indie – ou que consideravam indie em 2012 de qualquer forma – estava tentando criar um cenário popular dentro de si próprio. Uma tentativa forçada de criar arquétipos como Solange e Sky Ferreira por exemplo.

O meu artigo – e o túnel do tempo – estará visível se você clicar aqui.

Dois pontos sobre privacidade

O primeiro, o testemunho escatológico de que o e-mail é maligno, algo que precisa ser concebido do zero novamente. Renascer. Às vezes, penso que a internet é rodeada de gente ingênua. E, ao mesmo tempo, de gente doida.

O segundo, e algo que vi ontem à tarde ao vivo e, quem diria, pelo Facebook. Zuckerberg foi triturado por um membro do Parlamento europeu enquanto ostentava aquela mesma cara de robô com falhas mecânicas. Uma falha ao sorrir, outra  falha ao demonstrar empatia. Ninguém é perfeito. Zuckerberg foi questionado quanto à implementação do novo regime de segurança de dados digitais da União Europeia (sobre o acerto dessa reformulação digital em específico, seria preciso escrever um post separado, admito). A questão menos polida que Guy Verhofstadt fez (via The Atlantic):

“You have to ask yourself how you will be remembered, as one of the three big internet giants, together with Steve Jobs and Bill Gates, who have enriched our world and our societies,” he asked. “Or, on the other hand, in fact, the genius that created a digital monster that is destroying our democracies and our societies. That’s the question that you have to put for yourself.”

O que aprendi é que tanto e-mail quanto Facebook são representantes de um mesmo ente. E que a União Europeia é um monstro e tanto um monopólio (legal e cultural) quanto ela acusa a própria rede social de ser.

Eu dei o nome de Lynchian para o meu Chromecast

Através do Open Culture, descobri um cartum de David Lynch que existiu entre os anos oitenta e noventa, o The Angriest Dog in The World. Bizarro, como tudo que ele faz. Mas, mesmo assim, profundamente humano. E com um tanto de humor negro.

Às vezes eu não me importo deste blog tornar-se, a cada dia mais, um catálogo das coisas de que gosto e que testemunho por aí.

“I am delighted to appoint such a stellar group of leaders to continue the FTC’s work on behalf of American consumers,” said FTC Chair Joseph Simons in a statement. The commission appointed heads for the bureaus of Competition and Economics and a General Counsel unanimously, as is typical for these positions.

O mundo é maligno. Um advogado que já representou Uber e Facebook vai integrar a divisão de proteção consumerista da FTC.

Não há nada a temer.

Falando no The Intercept, o podcast deles sobre crimes de guerra é algo que me deixou suficientemente interessado a estudar sobre essas coisas.

A percepção da percepção

Quando, na atitude natural que é a de todos os seres “normais” existentes, “vejo” uma casa, minha percepção é espontânea, e é essa casa que vejo — não a minha percepção dela. Por outro lado, se minha atitude é “transcendental”, então é minha percepção mesma que é percebida. Mas esta percepção de uma percepção altera completamente minha abordagem primitiva.

O estado de experiência atual de alguma coisa, não complicado de início, perde sua espontaneidade pelo fato mesmo de que a nova contemplação tem por objeto algo que originariamente era um estado, não um objeto, e de que os elementos que compõem minha percepção não incluem somente aqueles pertencentes à casa “enquanto tal”, mas aqueles pertencentes à percepção mesma, considerada enquanto um fluxo atualmente vivenciado. E um traço essencialmente importante dessa “alteração” é que a concomitante visão que tive, nesse estado bi-reflexivo, da casa que era o meu “motivo” original, longe de ser perdida, deslocada ou nublada pela interposição dessa “minha” segunda percepção entre eu e a “sua” percepção original, é, paradoxalmente, intensificada, tornando-se mais clara, mais “atual” e carregada de mais realidade objetiva do que antes.

A transfiguração fenomenológica