Why ‘Mean Girls’ Is a Classic : The New Yorker

“Mean Girls” is certainly, deservedly, a classic, but it’s a classic along the lines of “Casablanca,” renowned for its performances and for its dialogue, for a seemingly wondrous synergy of all involved. But there are other movies from the same period—whether “To Have and Have Not” or “The Best Years of Our Lives” or “A Letter to Three Wives”—that offer those enduring enticements, too, along with a unified and rarefied directorial inspiration that focuses them brightly and hotly into a world view.

via Why ‘Mean Girls’ Is a Classic : The New Yorker.

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Problema

Sei que não estou exatamente adiantado num comentário bem superficial em relação a esta canção, mas é somente para não deixar uma das melhores de 2014 passar batida.

Aqui, obviamente, Ariana Grande é quem dá as cartas. O tom marcante da voz, que rendeu comparações com Mariah Carey (e, recentemente, fez com que alguns sugerissem à moça o que fazer com ela, ir full diva).

“Problem” é, como várias canções que tentam utilizar o R&B para alcançar o tal do pop perfeito que foi tão discutido na década passada, um alcance de gimmicky, um troféu. É perfeito para o chart de agora. Nessa perspectiva, “Problem” é  o filho bastardo de Macklemore que a Pitchfork conseguiu amar.

Este feito, a música, consegue ter o apelo de um marco, talvez porque ela conseguiu reunir, melhor dizendo, transcender a perfeição que o pop, aqui, quis tentar. Uma reunião de elementos que fizeram a diferença no final — Iggy Azalea que, no final, fez mais aqui que no todo de seu debut (talvez, se contarmos o hook de “Fancy”).

Quando a Pitchfork deu seu famigerado selo de BNT à canção, um amigo do Facebook postou o link do post num grupo de “discussões”  com a tag #ditaduraPopista no corpo do post do FB. Achei tudo aquilo muito interessante, até porque eu acredito que o propósito de “Problem” seja se infiltrar na dicotomia falsa entre pop e qualquer que seja o significado da palavra “indie” (Courtney Love que o diga) e a declarar com um pouco de confusão porque, às vezes, e somente às vezes, depois da confusão declarada e superada a verdade vem à tona.

 

Seoul, “White Morning”

Há, por aí, a noção de que  R&B contemporâneo, propositadamente repaginado para quem não entende de R&B (e, ainda, nem quer entender), tem algo de etéreo que não merece maiores investigações. Culpe, enfim, o The Weeknd por essa noção.

Seoul tem fugido dessa armadilha porque não quer criar atmosferas que denunciam uma natureza humana perturbada, e nem quer se aventurar como um sound designer qualquer. Pelo que ele faz, percebe-se que ele está comprometido não somente com um toque nostálgico, mas também com uma identidade pop que tem mais apego à história do que ao som — originalmente falando.

Seoul – “White Morning” — Portals.

No primeiro episódio de Daria (série animada da MTV dos anos noventa), se não me engano, a garota que dá nome à série pergunta para Jane: “Por que você não acerta todas as questões do teste de autoestima e se livra do curso?”. Jane diz: “Eu gosto de ter baixa autoestima. Faz com que eu me sinta especial.”

Eu entendo Daria e, principalmente, entendo Jane.

Courtney Love

Pitchfork: There’s a band called White Lung, and the singer Mish Way references you often, and one of my friends did an art exhibit last year called “Are You There Courtney? It’s Me Margaret”.

CL: Really?

Pitchfork: In what way would you hope these younger female artists are inspired by your music and personality?

CL: I’d hope they achieve some sort of mainstream success, so people start picking up instruments again. Because there is a reward for it. The beauty of the Nirvana moment was that it was a band succeeding on their own terms. The White Stripes have done really well on their own terms, and Jack White hasn’t had to make a note out of place. I was inspired seeing Queens of the Stone Age had a #1 record in the U.S. I think commercial success is really important. It means there are more people listening, and you’re affecting the zeitgeist more. If only a hundred people know you exist, it’s harder to get your message across. Mainstream success is important—that’s probably anathema to an indie publication like Pitchfork, but it’s what I believe having experienced it personally.

via Interviews: Courtney Love | Features | Pitchfork.

Epílogo

Interessante que esta canção tenha sido ressuscitada logo nesta época. Segundo Tom Ewing, é o segundo post de uma série de quatro, numa construção de um epílogo do britpop.

“Brimful Of Asha” is one of those occasional number ones about how glorious and liberating music is. “Dancing Queen” is another, so is “Come On Eileen” Unlike those records, “Brimful” was not originally about dancing – it was about music and film not just as communal escape but communal resistance. An unbreakable thread linked the band of 1997 to the band of 1993. “We don’t care about no government warnings, about the promotion of the simple life or the dams they are building”, to quote the record’s most resonant, compact line, one the remix shrewdly keeps. But any song about that can be very easily diverted to dancing, which has a long, intimate relationship with community and resistance.

Posse

Isto me fez pensar um pouco mais do que deveria ter feito — pelo menos originalmente.

Gosto, enfim, de pensar que minha posse mais importante, a que eu detenho de maneira não absoluta, mas necessária, nunca contingente, seja uma forma bem tímida de esperança, algo que só aparece quando provocado mesmo.

Dentre o material, há os objetos necessários enfim. Nestes, no momento, posso destacar algo como um livro. Lembro agora da antologia da Ellen Willis, mesmo que, em alguns momentos, ela tenha sido radical, extrema, e Valis, do Philip K. Dick. Livros que, invariavelmente, serão livros. Mas isto é outro problema.

(Resposta à pergunta de hoje do The Daily Post, cujo tema em relação à posse)

Damon Albarn

Well, indeed… Everyday Robots isn’t exactly a direct record. It’s very abstract at times, like in ‘Hollow Ponds’. The dates flow through the headphones like you’re flicking through the pages of a photo album, or a series of snapshots from your life. The heatwave, ’76…the A12 link road, ’91…

DA: I think the role or the objective of a good songwriter is to write something incredibly personal and private that somehow becomes more universal. I mean, I always use this example, and it’s a ridiculous comparison, really, but when Tammy Wynette wrote ‘D.I.V.O.R.C.E.’, it was a very personal thing to her, but now it’s become something everyone can take on. I can only dream of having songs that have that kind of universal appeal, but the principle’s the same.

Damon Albarn ao The Quietus.