Isn’t It a Lovely Day, Sadie Stein

We were glumly unfurling our cheap little umbrella, preparing to venture out and maybe see another movie, when we were approached by a prosperous-looking middle-age Indian man in a beautiful, rain-spattered gray suit. He walked up to us, beaming.

“Will you give me your umbrella?” he asked blandly.

“What? No,” said my boyfriend, somewhat taken aback. “If you want one, you can buy them right there”—he indicated the vendor hawking black umbrellas for three dollars a few feet away—“but we need this one.”

The man’s grin did not abate. If anything, it widened.

“But I’m the baby!” he shouted. “You have to take care of the baby!”

And he bounded away.

As Fred Astaire would have said, rain or not, the sun was suddenly shining everywhere.

via Paris Review – Isn’t It a Lovely Day, Sadie Stein.

Anúncios

SPICE GIRLS – “Wannabe” | FreakyTrigger

There’s a few reasons why they pull it off. It’s urgently effervescent – under three minutes, from the opening footsteps and laughter to the final echoed “lover”, and the economy makes it a peep at a world you want to spend more time in. Great pop songs about friendship – girls’ friendships in particular – are rare enough that making a fuss of it helped “Wannabe” stand out. The group re-discovered the bubblegum tweenager audience – I think Britpop helped the Spice Girls enormously, by giving the impression of a world of celebratory, hooks-first pop then veering rockwards just as the next generation of fans wanted to play.

via SPICE GIRLS – “Wannabe” | FreakyTrigger.

BBBs, livros e o nada (absolutamente nada)

Uma das melhores coisas que podem acontecer com que decide escrever sobre qualquer coisa é, uma hora ou outra, deparar-se com fatos que colocam à prova tudo o que foi estudado até o presente momento. Como quando alguém decide, do nada, escrever sobre cultura popular e, também do nada, o momento nunca foi tão propício para a discussão incitada por, digamos, um tal post de um tal blog.

Nós vivemos numa era em que tudo (a vida incluída aí) não passa de um stream, um fluxo de informações e de imagens que, a qualquer momento, podem significar tudo e nada instantaneamente, o que, por si só, podem somente significar que o meu tal post de um tal blog pode não significar a mesma coisa que o seu tal post de um tal blog que eu mencionei anteriormente, no início do meu post.

Mantenha isto na cabeça enquanto lê tudo.

Grande parte do meu stream na última semana foi no Facebook, aquele feed de notícias meticulosamente calculado para que eu tenha informações acerca do que algum grande anunciante quer que eu compre (antes mesmo de que eu queira comprar, diga-se de passagem). A discussão inútil, antes mesmo que eu pudesse me prevenir, atingiu aquele fluxo de cultura inútil sem avisar. Uma guerra fictícia entre os guardiões da cultura e os ignorantes voluntários tinha começado e eu não sabia como eu iria fazer para me proteger da chamada “retórica da pobreza” (boa chamada, @notaspradiscos).

Diria que eu ainda não tenho algo realmente formado a respeito disso tudo, mas parece que há algum tempo a polícia do bom gosto teve a brilhante ideia de patrulhar ao que as pessoas assistem na TV e catalogar de forma dualista e simplista entre “bom” e “ruim”. Do outro lado, a catalogação surtiu efeito e deixou muita gente inquieta, formando a reação (e quantos reacionários…) perfeita: a negação transformada em argumento concreto. Somente porque as pessoas assistem a um programa de gosto duvidoso não as torna especiais ou transforma a cultura popular. Além disto: o direito de assistir a um programa de televisão de gosto duvidoso nunca foi questionado, mas algumas pessoas histéricas encontraram uma maneira de fazer soar assim.

Assim sendo, temos uma guerra inútil vinda de uma cultura inútil. Assim seja.

Young Thug: “Danny Glover”

No que parece ser mais uma forma de dizer o que todo mundo pensa de uma certa pessoa, Young Thug divulgou finalmente uma versão oficial de “Danny Glover”, canção que circula há um bom tempo na blogosfera (desde dezembro, para ser mais exato).  Escute e baixe via THE FADER.