Três atos, mil palavras

Lorde
Melodrama
8.5/10

Dia desses, eu estava pensando em como falar de arte. Em como falamos de discos, filmes, canções, livros e tudo mais que deve movimentar a nossa alma. Em como nós, às vezes, usamos hipérboles ridículas para falar das coisas mais simples que nos fazem sentir algo, qualquer coisa, na flor da pele. Às vezes o impulso é muito grande e acabamos escrevendo tratados desnecessários sobre obras que, no fundo, não significam tanto assim para você. E esse é um marco importante para o olhar (e ouvidos) de quem escreve sobre e aprecia o que se convencionou de chamar de arte: o que importa numa obra importa, necessariamente, para você. Para o seu mundo, suas referências, seu lugar. Por favor, não confunda isso com solipsismo. É que a arte resplandece sempre numa morada para quem lida com ela.

A arte cria, para quem se importa com ela e com o mundo, um lar a ser habitado.

Desculpe, esse texto vai ser um pouco mais intimista. Um verdadeiro balde de água fria.

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