[Julius Krein]

Mr. Trump once boasted that he could shoot someone in the street and not lose voters. Well, someone was just killed in the street by a white supremacist in Charlottesville. His refusal this weekend to specifically and immediately denounce the groups responsible for this intolerable violence was both morally disgusting and monumentally stupid. In this, Mr. Trump failed perhaps the easiest imaginable test of presidential leadership. Rather than advance a vision of national unity that he claims to represent, his indefensible equivocation can only inflame the most vicious forces of division within our country.

Palavras de quem, um dia, apoiou esse homem.

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Post scriptum: Continuando a falar desse homem, gostei bastante do American Affairs, publicação que ele começou mais cedo este ano. Eis algo sobre o conservadorismo e sua corrupção – claro, pela economia.

 

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Eu queria estar lá

O New Yorker fez um retrato apaixonante do que foi Carly Rae Jepsen acompanhada de uma orquestra, nesse final de semana, em Toronto.

Em suma: eu queria estar lá.

The orchestra began, suddenly, in a way that resembled star formation—dense clouds of melody floating in suspension and then, under piccolo flurries and timpani rolls, fusing into one. A sax line emerged, neon with yearning, and Jepsen came out to sing “Run Away with Me,” unprotected by reverb and curling her voice tight around the notes. She glittered in her peculiar, brilliant, half vacant way. Jepsen is, for a pop star, a remarkably unassuming presence—she always seems like a conduit for something, rather than the thing itself—and though she managed the evening’s performance appropriately, like a diva, with a gown change and Streisand gestures, it seemed to me as if she could’ve been singing in front of her bedroom mirror, or in a dream. It just so happened that she was in front of a full symphony orchestra, facing a crowd of people who would eventually jump to their feet and sing along and dance like they, too, were alone in their rooms. The orchestra was heartbreaking, restrained by the simplicity of the songwriting and yet inherently hyperbolic. The violins took up the moments where, normally, on her albums, you’d hear Jepsen ad-libbing with interjections. Instead of a “Hey!” their bows would strike, like an epiphany, a burst of sweetness outside the realm of words.

Inteligência e burrice

Consciência de si

Algumas considerações do Facebook que, pensando melhor, deveriam ter parado aqui.


Há alguns dias eu tava pensando sobre o que faz de alguém burro ou inteligente. Não me perguntem a razão por trás desse questionamento, mas talvez assistir a Evangelion numa tacada só tenha influenciado essa série de pensamento.

É que a maioria das pessoas associam inteligência ou burrice a alguma capacidade bastante especial. A capacidade de associar fatos, números e coisas que podem ser quantificadas. Essa é uma asserção errada: a capacidade ou incapacidade para a realização dessas coisas bem específicas da vida são somente desdobramentos da personalidade de uma pessoa.

Inteligência tem a ver com o que se denomina consciência de si ou, para os mais incautos, autoconhecimento mesmo. A capacidade de se perceber como pessoa e ter consciência disso – seu lugar, suas particularidades, etc. Todo que envolve ser efetivamente alguém e (aqui está o elemento fulcral) saber mesmo disso.

É por isso que é possível enxergar a burrice mesmo naquelas pessoas que dominam determinadas áreas, mas tem um conhecimento e uma consciência tal porca de si que beira a alienação. Seja por meio de distrações fúteis, seja por qualquer outra coisa.

É que ter consciência de si requer coragem. Por isso o burro é sempre aquele que gosta de se enganar.

Algo importante: eis algo que escrevi num outro blog há algum tempo e que acredito, agora, que serve mais aqui do que em qualquer outro lugar. Enfim, eis o que tive a dizer nessa oportunidade.


No começo da semana, tive a oportunidade de viajar para ter uma reunião com alguns clientes de bem longe (Goiás, por assim dizer) de um caso que só agora pode vir a possuir algum deslinde favorável – um inventário bastante litigioso e em trâmite há mais de três décadas.

Sentei, num dado restaurante, ao lado de uma cliente, uma senhora que aparenta beirar os cinquenta anos de idade. Conhecia a mulher há pouco mais de meia hora e ela já contava as peripécias dela.

Em determinado momento, a conversa rumou a tópicos acerca da inteligência ou esperteza e como pessoas têm ou não têm esses determinados traços de personalidade. “Sabe, Danilo, eu sou esperta, mas não sou inteligente como você. A maioria das pessoas não têm nenhuma dessas características”.

“Mais difícil ainda é encontrar gente esperta e inteligente”. Talvez ela quisesse falar da esperteza e inteligência em igual medida.

A gente, naquele momento, não parou para dissecar o significado da palavra “esperteza”. Demoraria muito e nós nos perderíamos em conceitos. Simplesmente não era a hora.

Mas a conversa vai ficar guardada. E como vai.


Post scriptum: Eu adorei essa mulher. Quero ser como ela quando crescer.

Deixando a New Yorker para falar sobre letras de música

A notícia do Sasha Frere-Jones saindo do cargo dele de crítico de pop da New Yorker para trabalhar para uma start-up — a (Rap) Genius — deixou todo mundo de boca aberta, pegando todo mundo de surpresa. Enfim, este link em que reúne algum dos melhores textos dele serve como guia, feito por alguém que influenciou imensamente a forma com que eu penso sobre música e arte.