Confusão institucionalizada no Direito

Mais um ano, mais uma primeira coluna do Lenio Streck pra perder a fé no Direito brasileiro. Como um professor meu me fez aprender, o Direito no Brasil, coitado, ele não tem solução. Eis a coluna sobre uma decisão política do STJ.

Anúncios

Caderno

Mexendo na prateleira de livros do quarto, redescobri um antigo caderno, de uns dois anos atrás, que contém alguns rabiscos, rascunhos e nada mais. Gostava de registrar qualquer coisa ali – como num quadro negro mesmo.

Numa determinada folha, duas citações que chamam a minha atenção.

Uma de Albert Camus:

I’m reconciling to the unhuman condition of the Universe.

E a mais importante de todas:

Philosophy is the justification of the pursuit of meaning.

Rádio Ghibli

Antes de mais nada, e deixando que este blog se torne, pelo menos por enquanto, um depósito de links temporário, Sega Bodega passou pela NTS para entregar três shows completos de trilhas sonoras de filmes do Studio Ghibli.

É só isso mesmo.

E está tudo aqui.

Siga o link.

Vocês já sabem como eu vou passar os primeiros dias do recesso do Judiciário.

[Julius Krein]

Mr. Trump once boasted that he could shoot someone in the street and not lose voters. Well, someone was just killed in the street by a white supremacist in Charlottesville. His refusal this weekend to specifically and immediately denounce the groups responsible for this intolerable violence was both morally disgusting and monumentally stupid. In this, Mr. Trump failed perhaps the easiest imaginable test of presidential leadership. Rather than advance a vision of national unity that he claims to represent, his indefensible equivocation can only inflame the most vicious forces of division within our country.

Palavras de quem, um dia, apoiou esse homem.

large-panopticon-e1502910806266

Post scriptum: Continuando a falar desse homem, gostei bastante do American Affairs, publicação que ele começou mais cedo este ano. Eis algo sobre o conservadorismo e sua corrupção – claro, pela economia.

 

Eu queria estar lá

O New Yorker fez um retrato apaixonante do que foi Carly Rae Jepsen acompanhada de uma orquestra, nesse final de semana, em Toronto.

Em suma: eu queria estar lá.

The orchestra began, suddenly, in a way that resembled star formation—dense clouds of melody floating in suspension and then, under piccolo flurries and timpani rolls, fusing into one. A sax line emerged, neon with yearning, and Jepsen came out to sing “Run Away with Me,” unprotected by reverb and curling her voice tight around the notes. She glittered in her peculiar, brilliant, half vacant way. Jepsen is, for a pop star, a remarkably unassuming presence—she always seems like a conduit for something, rather than the thing itself—and though she managed the evening’s performance appropriately, like a diva, with a gown change and Streisand gestures, it seemed to me as if she could’ve been singing in front of her bedroom mirror, or in a dream. It just so happened that she was in front of a full symphony orchestra, facing a crowd of people who would eventually jump to their feet and sing along and dance like they, too, were alone in their rooms. The orchestra was heartbreaking, restrained by the simplicity of the songwriting and yet inherently hyperbolic. The violins took up the moments where, normally, on her albums, you’d hear Jepsen ad-libbing with interjections. Instead of a “Hey!” their bows would strike, like an epiphany, a burst of sweetness outside the realm of words.